Texto de Kleber Pedrazzi

Quando comecei a trabalhar como dog walker, que é o profissional que faz caminhadas com os cães, meu primeiro cliente foi um amigo dos tempos do emprego que eu havia deixado para trás. Um advogado que me ajudou quando entrei como escrevente no Tribunal de Justiça de São Paulo. A questão comportamental com os cachorros dele era dessas bem incômodas: a coprofagia, que é o hábito de comer fezes.

  

Este meu amigo tem três cães da raça Shih Tzu, sendo um macho e duas fêmeas. Já fazia algo em torno de 2 anos que dois dos cães tomavam remédio para tentar interromper esse comportamento, que começou quando a fêmea ganhou seus filhotes. Mesmo depois dos filhotes serem doados, ela continuou comendo fezes.

A solução que apresentei ao meu amigo foi bem simples, mas bastante eficaz naquele contexto: mudança na alimentação dos animais e uma rotina regular de caminhadas.

Fizemos algumas adaptações na marca da ração que ele costumava comprar. A fêmea que ingeria fezes estava um pouco acima do peso e comia três tipos de ração misturadas. Por isso ajustamos a quantidade ideal de ração para ela. Também reduzimos o número de refeições diárias para duas e, posteriormente, para apenas uma refeição. Claro que isso foi feito com a orientação de um veterinário. Consultar um profissional é bastante importante antes de tomar qualquer decisão visando a saúde do seu animal. Já os horários dos passeios foram adequados de acordo com o ciclo digestivo dos cachorrinhos.

Sendo assim, e contando com o apoio da família, nós eliminamos o acesso dos cães às fezes. De quebra, ainda colocamos os cachorrinhos em forma. Além disso, a nova rotina os deixou muito mais tranquilos em casa, fazendo com que eles obedecessem as regras de não subir no sofá e de só fazer xixi no lugar indicado.

Se você tiver um problema parecido com o seu cão, converse com o veterinário deles. Às vezes, a solução é mais simples do que você imagina.

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