Lanka quase pregou uma peça no visitante

Certa vez fui visitar uma amiga dos tempos de escola em casa e fui apresentado, à distância, ao nada simpático Borg. Era um Rottweiler desses de cinema: robusto, pelugem linda, forte. Mas também um pouco agressivo. Tanto que ficava preso durante o dia e só o dono da casa – um militar – podia soltá-lo.

Borg ficava solto à noite pois que o bairro era perigoso e invasores de casas cada vez mais ousados. Não consta que Borg tenha tido trabalho com eles, tamanha a fama do sujeito na vizinhança.

Então um dia a família adotou a Lanka. Filhotinha da mesma raça, pequenina, linda, dócil, a verdadeira antítese do Borg. Com poucos meses de idade ela saudava os visitantes rodando entre suas pernas formando um oito.

Alguns anos depois, um dia cheguei de surpresa na casa da amiga. Como já tinha alguma intimidade – ou achava que tinha – abri o portão e fui andando até dar de cara com um tremendo Rottweiler, que me encarou e já se posicionava para o ataque.

A minha sorte foi que tive um estalo e indaguei em voz trêmula:

– Lanka?

E a pequena, que já era uma moçoila, veio entre minhas pernas e fez o oito entre elas. Tive que me cuidar para não desabar sobre a mascote que eu pensei ser o Borg. E ainda bem que não era.

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